Internacionalização
Residências, criações e intercâmbios internacionais
Ao longo de sua trajetória, o Coletivo CIDA desenvolveu residências, processos de criação e intercâmbios artísticos em diferentes países. Esta página reúne alguns registros dessas experiências, com foco nos materiais que documentam etapas de pesquisa, deslocamento, colaboração e criação fora do Brasil.
Ao longo dos anos esses percursos contribuíram para a criação de obras, vídeos, experimentos metodológicos e relações artísticas e institucionais que seguem atravessando o trabalho do coletivo. Reunidos aqui, os registros formam um acervo material da presença internacional do CIDA em diálogo com outros territórios.
Esses percursos internacionais compõem uma memória em movimento do Coletivo CIDA. Os atravessamentos possibilitados pelas residências, circulações e pelos intercâmbios ampliaram o campo de atuação do grupo, fortalecendo as redes de colaboração e inscrevendo a produção artística potiguar em diálogo com diferentes contextos culturais e territoriais. Ao reunir esses materiais, o CIDA preserva parte de sua história e reafirma a internacionalização como um processo contínuo de criação, pesquisa, escuta, circulação e difusão de saberes.
.jpg)
Em 2025, o Coletivo CIDA desenvolveu uma etapa internacional de criação do espetáculo Vigil Torporosa - As danças que não dancei para minha mãe, viabilizada pela Bolsa Funarte Brasil Conexões Internacionais 2025, no âmbito da Temporada Cultural Brasil-França. A obra, concebida e desenvolvida por René Loui, configura-se como um solo autobiográfico que toma o luto materno do artista como campo de investigação cênica, articulando a metodologia autoral da Dança-Tragédia a procedimentos do Teatro Documental e da Performance Relacional.
A residência integrou o processo inaugural de pesquisa da obra e possibilitou o refinamento de seu roteiro coreográfico e dramatúrgico, a partir do deslocamento geográfico, do contato com artistas de diferentes áreas e da aproximação com outros contextos de criação. A etapa internacional contribuiu para amadurecer os primeiros eixos formais, conceituais e compositivos do espetáculo, que segue em desenvolvimento pelo Coletivo CIDA. A finalização e estreia da obra estão previstas para o primeiro semestre de 2027.
2025
Paris - França
2023
Grenoble - França
No ano de 2023, o Coletivo CIDA realizou a residência artística Sucre viabilizada pela Bolsa Funarte e Aliança Francesa de Residências Artísticas em Artes Cênicas Brasil/França. A experiência envolveu um processo compartilhado de criação com uma companhia francesa, estruturado em duas etapas, uma realizada no Brasil e outra na França. As duas etapas contaram com mostras públicas de processo. No Brasil, a apresentação ocorreu no Memorial Câmara Cascudo, em Natal/RN. Na França, foram realizadas duas exibições no MC2 - Maison de la Culture de Grenoble.
A residência ampliou o campo de pesquisa do coletivo, favorecendo o encontro entre artistas, instituições internacionais e práticas cênicas que, em alguns aspectos, se aproximavam das investigações do CIDA e, em outros, produziam deslocamentos importantes. As convergências e divergências surgidas ao longo da residência contribuíram para o amadurecimento crítico do Coletivo CIDA e para a revisão de seus próprios procedimentos coreográficos e dramatúrgicos. A partir desse acúmulo, o grupo passou a desenvolver novas linhas de investigação artística, conduzidas de forma autônoma e vinculadas às suas metodologias, interesses estéticos e modos de criação já consolidados.


2018
Genébra - Suíça
Em 2018, o Coletivo CIDA retornou ao projeto Overseas Culture Interchange, em Genebra, na Suíça, para uma nova residência de criação, desta vez em parceria com a Cie Autotrophe. Realizada por Olivia Ortega e René Loui, a residência deu início ao processo de desenvolvimento de Laps, obra construída a partir de investigações sobre tempo, repetição, presença e composição em dança.
Com duração de três meses, a residência aconteceu no L’Abri Genève, Résidence d’artistes émergents, e aprofundou o diálogo iniciado em 2016 entre Brasil e Suíça. A experiência ampliou a rede de relações do Coletivo CIDA com artistas, grupos e estruturas internacionais dedicadas à criação contemporânea, fortalecendo uma trajetória de internacionalização construída pela continuidade entre pesquisa, colaboração artística, circulação e investigação estética.
2019
Bhubaneswar - Índia
Em 2019, o Coletivo CIDA integrou o Programa de Residências Artísticas da Odisha Biennale, em Bhubaneswar, na Índia, por meio da participação de René Loui, único artista brasileiro selecionado para a edição.
Durante os 40 dias de residência, o artista brasileiro atuou como residente, assistente coreográfico de Borderline, espetáculo visual dirigido pela coreógrafa japonesa Masako Ono, e realizou ações de mediação e formação artística.
A residência inseriu o Coletivo CIDA em um contexto artístico internacional de criação, convivência e intercâmbio, ampliando sua pesquisa sobre hibridismos na cena contemporânea. O encontro com artistas, instituições e públicos de diferentes países contribuiu para deslocamentos importantes nos modos de criação do coletivo e marcou o início das investigações que, posteriormente, dariam origem à Trilogia em Dança-Tragédia.


2016
Genébra - Suíça
Em 2016, René Loui participou do Overseas Culture Interchange, programa de intercâmbio artístico realizado em duas etapas, entre Natal/RN e Genebra, na Suíça. A ação incluiu uma residência técnica de duas semanas, uma residência coreográfica de cinco semanas e o processo de criação do espetáculo História/Container. Incorporada ao repertório do Coletivo CIDA, a obra teve direção de Émilia Giudicelli e foi apresentada em Natal e no Flux Laboratory, em Genebra.
História/Container nasceu do encontro entre diferentes corpos, trajetórias e contextos culturais. A obra investigava a complexidade da convivência, da escuta e da criação compartilhada, transformando a residência em um espaço de atravessamento entre histórias, presenças e modos de composição. O projeto também resultou em uma instalação fotográfica, concebida como testemunho visual do percurso artístico desenvolvido entre Brasil e Suíça.
2018
Genébra - Suíça
Ainda em 2018, durante sua passagem por Genebra, na Suíça, o Coletivo CIDA desdobrou sua presença internacional em uma nova experiência de criação. A convite do artista visual Nagi Giani, René Loui realizou uma residência de ocupação na Galeria de Arte Topic, em diálogo com os artistas Adam Seid Tahir, Erin O’Reilly e Laura Cornejo, cujas trajetórias reuniam diferentes nacionalidades e experiências artísticas na cidade.
A residência resultou na performance Maré - Version Partagée, apresentada ao público suíço em uma mostra de processo. A obra partia da transposição dos estados do amor para a cena, tomando as alteridades de cada artista como matéria de composição. Criada originalmente por René Loui e Rozeane Oliveira, Maré encontrou, nessa versão compartilhada, um novo campo de expansão, tensionando as formas pelas quais o amor se manifesta, se transforma e é também atravessado por estereótipos, instabilidades e diferentes modos de relação.