CORPOS TURVOS

O espetáculo teve sua pesquisa iniciada pelo coreógrafo René Loui no ano de 2019, a partir da Residência Artística na Odisha Biennale, na Índia. A obra inicialmente pensada como um espetáculo solo para os formatos presenciais, se concretizou em 2021, a partir de uma residência artística virtual entre René Loui e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança. O processo criativo foi avassaladoramente atravessado pelos protocolos pandêmicos e originou uma obra coletiva, híbrida e com tecnologias assistivas intrínsecas. 
 
Como resultado estético do encontro destes dois artistas, surgiu no ano de 2020 o espetáculo Corpos Turvos em sua versão teste, uma obra audiovisual em dança, desenvolvida colaborativamente entre o Coletivo CIDA, a Ilha Deserta Filmes e a Astromar Filmes. No ano seguinte, outros 6 artistas são convidados para participarem do espetáculo e juntos estreiam uma nova versão do espetáculo, agora nos palcos físicos. Corpos Turvos foi pensado coreograficamente de modo a não excluir a pessoa com deficiência, contrariamente, se constrói a partir das possibilidades de cada corpo que dança.

Corpos Turvos conta com concepção, direção coreográfica e artística de René Loui (MG/RN), interlocução dramatúrgica e coreográfica de Jussara Belchior (SC), direção de vídeo de Gustavo Guedes, direção de fotografia de Pedro Medeiros (Brasil/Tailândia), trilha sonora de Fabián Avilla Elizalde (México), participação sonora de Katharina Vogt (Alemanha) e para cada nova exibição conta com um elenco formado por um núcleo não hegemônico de artistas e técnicos com e sem deficiências. Para essa apresentação, foram convidados oito importantes artistas da cena norte-rio-grandense: Ana Cláudia Viana, André Rosa, Jânia Santos, Marconi Araujo, Minotti Rodrigo, Omin D’Funfun, Pablo Vieira e Rozeane Oliveira.

Corpos Turvos problematiza pela linguagem da dança os padrões de invisibilização de corpos pretos, pobres, periféricos, soropositivos, corpos pertencentes da ampla comunidade LGBTQIAP+ e corpos com alguma deficiência. Corpos turvos é uma urgência da sobrevivência, é um pedido por empatia, é um grito de socorro para que esses corpos deixem de ser números. 
 

 

 

The show had its research started by the choreographer René Loui in 2019, from the Artist Residency at Odisha Biennale, India. The work, initially thought of as a solo show for face-to-face formats, came to fruition in 2021, from a virtual artistic residency between René Loui and Jussara Belchior (SC), two researchers of differences in dance. The creative process was overwhelmingly crossed by the pandemic protocols and gave rise to a collective, hybrid work with intrinsic assistive technologies.
 
As an aesthetic result of the meeting of these two artists, in 2020 the show Corpos Turvos appeared in its test version, an audiovisual work in dance, developed collaboratively between Coletivo CIDA, Ilha Deserta Filmes and Astromar Filmes. The following year, 6 other artists are invited to participate in the show and together they debut a new version of the show, now on physical stages. Corpos Turvos was choreographically designed so as not to exclude the disabled person, on the contrary, it is built from the possibilities of each dancing body.

Corpos Turvos has conception, choreographic and artistic direction by René Loui (MG/RN), dramaturgical and choreographic dialogue by Jussara Belchior (SC), video direction by Gustavo Guedes, photography direction by Pedro Medeiros (Brazil/Thailand), soundtrack sound by Fabián Avilla Elizalde (Mexico), sound participation by Katharina Vogt (Germany) and for each new exhibition it has a cast formed by a non-hegemonic group of artists and technicians with and without disabilities. For this presentation, eight important artists from the North Rio Grande scene were invited: Ana Cláudia Viana, André Rosa, Jânia Santos, Marconi Araujo, Minotti Rodrigo, Omin D'Funfun, Pablo Vieira and Rozeane Oliveira

Bodies Turvos problematizes, through the language of dance, the patterns of invisibility of black, poor, peripheral, seropositive bodies, bodies belonging to the broad LGBTQIAP+ community and bodies with some disability. Blurred bodies is an urgency of survival, it is a request for empathy, it is a cry for help so that these bodies stop being numbers.

TURBID BODIES

Concepção, Direção Coreográfica e Direção Artística:

René Loui

Interlocução Coreográfica e Dramatúrgica:

Jussara Belchior 

Intérpretes Convidados: Ana Cláudia Viana, André Rosa, Jânia Santos, Marconi Araujo, Minotti Rodrigo, Omim D’Funfun, Pablo Vieira e Rozeane Oliveira

Audiovisual: Ilha Deserta Filmes

Direção de Vídeo, Montagem e Edição: Gustavo Guedes

Direção de Fotografia: Pedro Medeiros / Astromar Filmes

Captação de Imagens: Gustavo Guedes, Júlio Castro e Pedro Medeiros

Imagens Aéreas: Ayrthon Medeiros / Nav Noar 

Trilha Sonora Original: Fabian Ávilla Elizalde

Participação Sonora: Katharina Vogt

Fragmento Musical Utilizado: Mozart - Requiem Lacrimosa

Captação de Áudio e Sonorização: De Oliveira Produções Musicais

 

Trilha de abertura: Falta de Silêncio Composição: Alessandra Leão

Intérprete: Lia de Itamaracá Vozes: Maria Dulce, Luciene Loyce e Biu Baracho Direção e Produção Musical Falta de Silêncio: Dj Dolores

 

Acessibilidade: Coletivo CIDA

Roteiro, Tradução e Interpretação para Língua Brasileira de Sinais: Brígida Paiva

Roteiro Audiodescrição: Arthur Moura e René Loui

Locução Audiodescrição: Nara Kelly

Web Designer e Identidade Visual: René Loui

Imagens de divulgação: Brunno Martins

Designer de Iluminação: Leila Bezerra

Operação de Luz: Anderson Galdino

Produção Executiva e Coordenação Financeira: Arthur Moura

Produção Geral:  René Loui 

Assessoria de Comunicação: Cecília Oliveira

Figurino: René Loui

Elaboração de Projeto: Arthur Moura e René Loui

Parceiros: Casa Tomada, Ilha Deserta, Comunica Ceci e Bobox Produções

Patrocínio: Funarte - Fundação Nacional de Artes

Prêmios: Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2021

Prêmio Funarte Circulação das Artes - Edição Centro-Oeste

 

Realização: Coletivo Independente Dependente de Artistas